segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

1 ano e 3 meses

O segundo mês de vida nascida da Alice foi super intenso pra mim.
Um ano depois, com 1 ano e 2 meses, a intensidade se repetiu. Mas agora eu já sei que tenho "leite suficiente", além dela comer e não ser amamentada exclusivamente, já sei ficar noites em claro sem surtar e já sei que vai passar.

Preciso registrar o 1 ano e 2 meses da Alice porque foi bem marcante:

- Ela andou de vez. Sozinha. Confiante. Sem ajuda. Nunca pensei que fosse tão bom ter um filho andando. Aliás, nunca pensei que fosse tão bom ter um filho hahahaha. Já pode trazer o segundinho? :P
- Ela começou a comer BEM MAIS. Ela sempre comeu bem do jeito dela. Quatro a cinco colherzinhas, ok. Satisfeita. Agora ela quase rapa os pratinhos que oferecemos. Come tudo de frutas, verduras, arroz, feijão. Não é de recusar. Tem a fase de enjoar de algo, mas passa com uma semana.
- Sabe espetar com o garfo e levar o garfo à boca. Com a colher ainda cai comida pelo caminho.
- Aparece andando na cozinha com algo na mão para me mostrar.
- Adora seus livrinhos de história e já tem feito suas leituras sozinha (numa linguagem diferente, claro. Idioma exclusivo dela. Mas de vez em quando ouço "ó au au", "piupiu", "nenéééém".
- Degustou de bolacha recheada babada, oferecida por outro bebê. Ela fez uma carinha tão boa e o bebê foi tão educadinho em oferecer, que deixei. Até chocolate ela já provou nessa divisão babada de bebês. Então ela resolveu oferecer a mandioca babada que eu dei a ela, mas acho que o bebê não gostou.
- Tem ficado super carinhosa, não tem o hábito de dar tapas. Ela vê outro bebê, chega abraçando e beijando.
- Pega no lápis/caneta pra desenhar como se fosse algo que sempre fez na vida.
- Ainda não assiste TV, mas experimentei colocar uns filmes pra ver se ela iria se interessar e ela só gostou da parte musical. De resto, prefere brincar com a gente mesmo.
- Ama de paixão a nossa cachorrinha.
- Começou a dormir a maior parte da noite (sempre acordando) em seu quartinho, na sua cama. Acorda e desce da cama sozinha, e sai andando pela casa. Até quando acorda na minha cama, que é alta, ela já desce e sai andando sozinha.
- E ela ganhou um sorteio no blog da Susy! Seu primeiro sorteio e foi sorteada!! Bom que veio mimo pra mim junto :D

E entre tantas coisas apaixonantes, que faz a gente se derreter, tem também as coisas difíceis, que faz a gente ter medo de outros filhos:

- A maioria das noites desse último mês foram difíceis (acho que sempre foram...). Foi esse um dos motivos para eu levá-la para o quarto dela, porque eu pensei "se durante o dia ela chega a dormir quase 3 horas seguidas no quartinho dela, de noite vai dormir umas 7 horas seguidas!!!!". Pobre de mim. ha ha ha. Enfim, levamos a cama dela pro quartinho, arrumamos, ela adorou, mas não adiantou muita coisa. Ela continuou acordando e eu levantando e muitas vezes apagava e acordava espremida na cama com ela. Mesmo assim ela continua lá até eu cansar e voltar com ela pra minha cama mesmo.
- Grudou no peito mais ainda. O peito é tudodebomamiga pra ela. De dia, de noite, de tarde e de madrugada. Nunca antes eu delirei tanto com chupetas. Eu e Marco Túlio um dia vimos uma chupeta no supermercado e nossos olhos brilharam. Queria comprar todas. Aí eu pensei que se ela não usou chupeta até agora, vou aguentar mais um pouco, não é mesmo? Ah, mas agora não tem perigo de desmamar mais, vou comprar sim. Ah, mas depois pra tirar vai ser um sufoco, aguenta mais. Ah, mas é tão bonitinha essa chupeta....  Uma loucura.
- Como adora ir pra rua passear, mostrou que é capaz de incríveis gritos e protestos por ficar em casa. Tipo birra. Apesar da cabeça doer, muitas vezes acho engraçado e rio escondido. Ela tá certa mesmo. Já explorou a casa inteira, o que mais resta pra fazer? RUA! Não tem rua? GRITOS. E assim vamos levando e haaaaaaaaaaaaaja criatividade pra inventar coisas pra fazer dentro de casa. Tem dias que é muito difícil, mas tem dias que é realmente muito bom e gratificante.

E pra finalizar, fotos, que fiz com o celular, pra registrar :)

Essa imagem recebi num grupo do Whatsapp e morri de rir!
Tipo o delírio mesmo com chupeta.

Alice abrindo os presentes do sorteio da Suzy.

O mimo que veio pra mim!

Umas anotações durante o almoço...

Mais anotações...
Cuidando da horta de casa

Apesar dela viver de fraldas, tem dias que é puro luxo! Adora
pegar sua bolsa e ir passear.





quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Vivendo o "não sucesso"

Esses dias eu estava passando roupa e vi que eu estava feliz.

Como poderia eu, Carolina, estar feliz passando roupa e trocando fraldas? Antes, felicidade era ter uma carreira de sucesso (qual carreira eu queria, afinal?), dinheiro (que tanto de dinheiro na conta, afinal?), e liberdade em me relacionar sem compromisso sério com os homens desta vida (Marco Túlio, ainda temos que rever essa parte hahahahaha BRINCADEIRAAAAAAAAAAA#sopradescontrair #naomedeixe #seueupossovocepode #masagoranao #monogamiamodeon).

E essa tal da felicidade chique bem sucedida profissionalmente me atormentou - e ainda atormenta - durante muitos anos da minha vida, afinal, eu ouvia sempre de minha família (principalmente das mulheres) que eu nunca deveria depender de marido, que eu precisava ter meu dinheiro, etc. Mas, como já comentei aqui várias vezes, a profissão, ser mulher moderna com terninho e braços cruzados em capa de revista, nunca me trouxe a satisfação pessoal/profissional que tanto propagavam.

Sou feliz, inteligente e tenho meu big salário.


Ainda grávida, na reta final, comentei com minha vó e uma tia que eu não sabia se iria conseguir voltar ao trabalho após o fim da licença. Elas ficaram horrorizadas, disseram para eu não fazer isso, porque depois eu iria me arrepender e ficar "velha", que seria difícil arrumar um emprego novamente.

E me lembro bem do medo que eu estava em contar para meu chefe da gravidez. Tinha receio dele achar ruim, programar uma demissão pra depois de um tempo, ficar inconformado com eu passando mal e perdendo alguns dias de serviço pra vomitar.

Me lembro bem também de ficar louca pensando em babá ou creche porque eu, uma mulher super ativa, jamais conseguiria ficar em casa "cuidando de menino" o dia todo e logo precisaria voltar a trabalhar para refrescar minha cabeça.

Sabe qual a verdade?
A verdade é que esse "não sucesso" de ficar em casa limpando catarro de menino o dia todo, com barriga no fogão, na pia e ferro de passar roupas na mão é um dos serviços MAIS IMPORTANTES que eu já vi na vida. E hoje, com tantas lutas feministas por aí, esse serviço de dona de casa foi colocado como ruim e sem futuro. Ele foi esquecido. Percebo que a luta por direitos iguais acabou desvalorizando o papel da mulher em casa. É bem mais chique você dar mamadeira, ter babá, emprego e horário na academia do que botar peito pra fora, botar menino no peito e conviver com barriga molenga pós-parto.
(atenção mães que dão mamadeira, isso é apenas um exemplo, pois sei muito bem que muitas não conseguiram amamentar e passaram madrugadas preparando mamadeiras infinitas, o que também é uma grande dedicação)

Sabe qual outra verdade?
Meu chefe sorriu e me desejou parabéns quando eu disse que estava grávida. Entendeu minhas faltas e nunca me criticou por elas. Minha vó e minha tia, vendo a Alice crescer, se esqueceram do mercado de trabalho e pararam de me perguntar quando é que eu iria voltar a trabalhar. As lutas feministas, sem radicalismo, por direitos de escolha, incluindo escolher ficar em casa praticando maternidade e cozinha, me trouxeram um abraço e força pra continuar.

Mais outra verdade verdadeira.
Não é fácil, pois toda escolha traz uma consequência. Mas ficar das 8 às 18 trabalhando fora também não é fácil. Nada é fácil. Então depende da gente, da nossa sanidade e do apoio dos nossos queridos familiares sermos felizes com nossas escolhas.
Aqui em casa, o Marco Túlio também limpa catarro, troca fraldas, lava roupa ou trás comida de fora quando eu não dou conta. E me ajuda com algum serviço que pego pra fazer em casa. Se não fosse isso, eu não sei se estaria feliz.

É que somos uma família e ser família é isso. Juntos, buscamos nosso equilíbrio. Juntos, sabemos o valor de cuidar de um lar, o valor de uma dona de casa, de uma criança que cresce debaixo de nossas asas.

E pra finalizar, a última verdade.
Muitas vezes sinto saudade, grandes saudades de trabalhar fora, ter aquela outra rotina onde eu conversava com as amigas no café, falava de vários assuntos, atendia os clientes, via gente diferente todo dia. Muitas vezes sinto grandes saudades do meu salário, de sair para fazer compras, de saber quanto iria cair na minha conta, de ter minha autonomia financeira tranquilamente.

Porém, eu sei que vai passar. Eu sei que não vou ficar "velha" sem emprego e que ainda poderei voltar ao mercado, se as contas apertarem e for preciso. Aprendi um desapego de coisas materiais que nunca imaginei. Amadureci e cresci muito. 

Sem terninho e sem big salário. E-sem-catarro. :P


Eu perdi o medo de arriscar. Perdi inseguranças. Vi que a vida é longa, mesmo que acabe amanhã, que nunca é tarde, sabe? Há sempre um recomeço. Assumi que sou feliz assim, nessa minha fase atual. Quebrei muitos preconceitos do tipo "cozinhar pra marido? Jamais!".

O meu egoísmo diminui a cada dia. O que queremos levar dessa vida? Há tanto pela frente.
O bem material, o dinheiro, são ótimas coisas. Sei que na hora certa voltarei a tê-los como antes, ou até mais, ou até menos, quem sabe? Mas não são mais finalidades e objetivos de vida como antes. 

Deixo aqui para vocês esse antigo vídeo, que desde seu lançamento mexe comigo. Ele diz tudo e sempre me abraça para continuar seguindo:

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Quem sou, onde vivo, o que faço, o que como, o que farei, o que serei e onde viverei?

Esses dias eu estava conversando com umas amigas, no Chá de Panela de uma delas, e me perguntaram: Carol, afinal, o que você faz?

Ao mesmo tempo que a resposta "Faço de tudo" saiu, me vi correndo atrás de Alice, com uma câmera na mão tirando fotos dos personalizados que eu havia feito e da festa em si, depois pegando o celular enquanto eu ligava pro pai vir buscar nossa filha e tirava uma foto dos convidados enquanto brincavam com Alice, Ficou confuso, mas é que realmente foi tudo de uma vez.

Eu gostei dessa pergunta porque ela mexeu comigo e eu ainda não tinha parado para refletir comigo mesma, apesar de estar tão claro e eu já ter dito várias vezes, que eu hoje faço maternidade e vivo maternidade.

Eu sempre fui muito ativa. Nunca fui de ficar parada. Quando mais nova, se eu não estava em casa, eu estava na rua com as amigas, no cinema, na praça, na sorveteria, na casa de alguém ou em festa até amanhecer. Fui crescendo, comecei a trabalhar, então se eu não estava no trabalho, eu estava na faculdade ou em festas até amanhecer. Arrumei um namoro sufocante  e passei a ser obrigada a ficar mais quieta, a valorizar outros programas, mas sempre trabalhando, doando minhas energias ao trabalho, já que eu não ia mais em tantas festas até amanhecer.

Quando saí de um emprego e fiquei 8 meses tentando decidir se voltava ou não pra Publicidade, eu arrumei logo outra coisa pra fazer. Por gostar de fotografias, comecei a trabalhar com fotografias. Mas nunca querendo ser A MELHOR FOTÓGRAFA da cidade, abrir estúdio, pegar grandes eventos. Era apenas uma fonte de renda momentânea. Então voltei a trabalhar em Agência Publicitária, e deixei lá todas as minhas energias, mas vez ou outra tentando fazer algo relacionado à fotografias, como renda extra e para não ficar parada em casa. Uai, da meia noite às 6 a gente pode fazer muita coisa.

Ok. Dei uma pausa na fotografia, inventei de fazer MBA, e lá se foram sábados e sábados dentro de uma sala de aula aprendendo finanças (onde eu tava com a cabeça)? Legal.

NADA disso me deixava completa ou realizada. Fiquei solteira ufaaaa, pegação finalmente e comecei a curtir a vida, mesmo com momentos sofridos de coração partido, pude relembrar minha época livreeeeeee uhuuuuu por um tempinho. Eu estava feliz no meu emprego, na Agência, tinha amigos lá dentro, povo jovem, horário do lanche, horário do café, das 8 às 18. Adorava quando tinha que viajar à trabalho, minha energia era toda ali. Algumas vezes sentava em casa realizada, mas ainda não era algo apaixonante, sabe?

No meio de tanta coisa, desde novinha, criança, sempre aquela vontade de ter filhos, sempre lendo blogs e sonhando com uma gravidez. E então eu tive a Alice. Aí a paixão veio com tudo.

Tudo que a gente faz nessa vida cansa. Mas ser mãe, no meu caso, é um cansaço com gosto de realização, mesmo nos momentos de ódio e arrependimento (sim, tiveram vezes que eu pensei que eu não devia ter transado sem camisinha, que ainda não era hora de eu estar com um bebê no colo). Ainda bem que passa.

Nisso tudo, porque ser mãe em tempo integral não é fácil MESMOOOOOOOOOOOO, eu precisava me sentir um pouco útil em outras coisas, comecei a sentir (sempre sinto) saudade de trabalhar fora, ver gente. Loucura achar que eu não sou nada útil sendo "apenas" mãe, mas o que eu farei da meia noite às 6 além de amamentar até hoje, 1 ano depois do nascimento da cria, a cada 2 horas (Alice reloginho)? E tinha o fato de ter que voltar a trabalhar. Meu coração não queria. EU não queria voltar.

Marco Túlio sentia necessidade de passar mais tempo com Alice e ele também não estava realizado. E naquele momento em que todos dizem que filho dá despesa, que temos que trabalhar muito pra sustentar um filho eu e o papai da Alice resolvemos LARGAR nossos empregos. Loucos!, ouvimos.

Porééééém, não foi uma decisão da noite por dia. Juntamos dinheiro para que pudéssemos passar 1 ano seguros. E no meio disso tudo, decidimos fazer uma renda trabalhando com fotografia, onde pudéssemos fazer nosso horário e não precisar de ficar longe da Alice.

Ha ha ha.

A vida ficou EXTREMAMENTE corrida. Ficamos exaustos, vimos que precisávamos diminuir o ritmo, rever prioridades. Mas conseguimos. Montamos até uma página do Facebook, olha: https://www.facebook.com/saladadefrutasfotografia .

Enquanto isso, há pouco tempo Marco Túlio começou em um novo emprego e eu comecei a inventar mais trabalho.

Por que eu inventei mais trabalho pra fazer em casa? Afinal, o que eu faço?

Não sei.

Ou melhor, sei.

Eu sou mãe e essa é minha prioridade. E eu comecei a sentir necessidade de respirar um pouco de outra coisa além de maternidade, como se fosse pra recarregar as baterias, sabe? E também quero um dinheiro extra sim. Então além da fotografia, que me faz feliz, comecei a descobrir o mundo dos personalizados ao comprar uma mini máquina de recorte, que se transformou em algo tipo terapia.

Essa parte de fotografia e personalizados não é minha carreira nem meu sonho de vida (mas tudo feito com muito amor e prezando sempre pela qualidade).
Minha carreira e sonho de vida ATUALMENTE é ser mãe da Alice e quem sabe mãe de mais uns tantos. É aí que vejo sentido na vida, sendo mãe. Sofrendo com os desafios e ganhando meu salário em forma de mais desafios maternos. Não é nada fácil e a vida é mais difícil, só que hoje eu aprendi a valorizar muito o tempo e conseguimos ter uma vida boa com a renda praticamente 50% menor do que antes. Se filhos dá despesas, depende. Depende do que você quer. Do que você acha necessário.
No momento, tá dando certo.

Então é isso. Vivo meus dias, assim como o pai da Alice, buscando o melhor como ser humano ao aprender com um bebê as razões de nossa existência neste planeta. Quando eu morrer, quero levar e deixar exemplos. Os bens materiais que eu poderia conquistar investindo numa carreira, no momento podem esperar, se é que vão chegar.

Amanhã, da meia noite às 6 posso inventar de vender pipoca na praça, quem sabe. O importante mesmo é a maternidade. É isso que tem me completado, finalmente.

Penso também em mais pra frente procurar um emprego fixo, porém meio período. Quem sabe, né?

Talvez, um dia, quando ser mãe não for mais aquilo que me faz completa eu possa fazer outra faculdade e me especializar em ajudar novas mães perdidas como eu sou hoje. Aí me sentirei realizada novamente.

Só sei que estou cansada feliz!

                                        Sei quem sou (mãe). Não sei quem sou (profissional)!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

1 ano!

Alice já está com quase 1 ano e 2 meses e pra variar, tudo muito corrido, só agora tive como vir falar um pouco sobre seu primeiro aninho!

No dia 2 de setembro completamos 1 ano  de uma vida totalmente diferente do que eu e o pai dela poderíamos esperar. Pra saber mesmo o que é maternidade/paternidade, só vivendo.

Sempre teremos dificuldades, dores, cansaços, raivas e vontade de sair correndo. Já vi que não tem jeito, essa é a realidade. Mas a natureza é tão perfeita, que tudo isso é compensado por muita fofura, muita felicidade. Deve ser por isso que tem casais que pensam em segundo, terceiro, quarto filho. A felicidade passa por cima e quando vemos, nos pegamos pensando: ah, é tão bom, quero mais! E assim o mundo se enche de gente!

Alice ainda não anda. Só agora está tendo mais confiança em andar com nossa ajuda e segurando em móveis e paredes. Começou a ficar mais tempo em pé sozinha sem apoio e sem perceber que está sem apoio e agora comemora quando fica em pé sozinha. Leva muitos tombos. Está sempre suja, já tem até encardido nos joelhos e pés.

Provou queijo esses dias pela primeira vez. Estou começando aos poucos seu contato com leite de vaca. Leite mesmo, de mamar, só o meu. Experimentou suco de limão sem açúcar e gostou. Agora vou começar a dar mais sucos para ela experimentar. 

Fala mamá muito bem pedindo peito. Teve uns dias que ela tava totalmente "viciada", trocando comida por peito, mas voltou a melhorar. É começar a rasgar dente e ela larga de querer comer. Cheguei até a pensar que "parece que ela só gosta de peito e não de mim", porque ela tem ficado bem chamegosa com o pai, abraçando e comigo era peito-peito-peito-peito. Aí ela chamegou comigo e me mostrou que eu não sou só peito hahaahhaha

Segue acordando de noite. Nem conto mais. Mas tem noites que percebo ser mais de 7 vezes. Turno de mãe não para, né? Manhã, tarde, noite e madrugada.

E eu, que não queria festinha, não queria nada, acabei tendo vontade e fiz, junto com muita ajuda, a festinha de 1 ano! Resolvemos fazer só para família mesmo, até porque o dinheiro não dava pra quase nada. Só que os familiares resolveram ajudar, cada um da sua maneira, e fizemos uma festa bem legal! EU queria fugir de salões de festa, ostentação, muita gordura, açúcar, muita foto, muita bexiga, muita lembrancinha. EU não sou muito fã disso, sabe. Gosto mesmo dessas coisas mais íntimas, meigas, familiares. O menos é mais. Foi uma festinha bem do jeito que eu quis. Topei ter refrigerante e óbvio, o brigadeiro, porque eu AMO brigadeiro e não sou também super radical. O bolo também teve muito chocolate, glacê. Nossa, tava bom!! 

Minha ideia era mesmo não ser exagerada, jujuba, bala, pirulito, bombom, bolo, doce, brigadeiro, bexiga, painel. Não dou conta, não combina comigo hehehe

Acabei encontrando o equilíbrio misturando com brigadeiro, mousse, bolo e cupcake as frutas e os sucos naturais (o de laranja feito na hora, nada de suco de caixinha). De salgado foram tortas assadas, salgadinhos assados, quibe cru sem carne, beringela-maluca, lagarto e pães. Acho que foi isso mesmo.

Alice brincou o tempo TODO de festa, não chorou, e só dormiu quando estávamos indo embora (foi na casa dos avós paternos). Vi que ela entendeu o que estava acontecendo e estava se divertindo muito. Foi em vários colos, super simpática.

Eu realmente gostei de ter feito essa festa, de ter feito com minhas mãos, dos avós participarem de tudo com as mãos também, do meus tios terem ajudado com decoração e feito a comida, da minha mãe ter feito comida e ajudado com a Alice pra eu ir arrumar as coisas. Uma festa onde todo mundo que gosta dela fez algo. Isso pra mim é o verdadeiro significado de comemoração. Todo mundo suou! hahahaha E foi bem legal. Deixo aí umas fotinhas:


























segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Frutos e pragas - o que colhi e o que luto contra

Estamos aí, com 11 meses e meio e eu tava fazendo um balanço das escolhas que eu fiz - e consequências delas - desde quando engravidei e me tornei mãe na prática.

Eu sempre li muito sobre maternidade, estudei, vi pesquisas, busquei ver lados opostos, lados similares, etc. Aí engravidei, estudei mais ainda e passava tudo pro Marco Túlio, cujas opiniões batiam e batem com a minha. Então foi fácil seguir nossos instintos e vontades e traçarmos um caminho a seguir. Se o pai da criança está de acordo com você, se vocês chegam num equilíbrio, tudo tende a fluir muito bem.

Aí eu tava vendo tudo que esse caminho me trouxe e perto de nós 3 completarmos 1 ano de nova vida, vi que colhemos alguns frutos. Mas também enfrentamos muitas pragas.

Dos frutos:

- Aguardar entrar em trabalho de parto para que Alice nascesse quando quisesse: foram umas 12 horas de contrações doloridas. Fui para a cesárea quase parindo e o resultado foi um bom amadurecimento dos pulmões dela, graças às massagens das contrações. Ajudou muito na descida do leite.

- Falando em leite, depois das dificuldades (onde cheguei a ter momentos em querer desistir), consegui amamentar até aqui e pretendo continuar. Aprendi que a GRANDE vacina que iria prevenir Alice de doenças seria o meu leite. Li que o GRANDE causador de alergias, entre elas pulmonares, em crianças é o leite de vaca (leia-se NAN e similares). Então eu mentalizava a cada amamentação - e faço essa mentalização até hoje - que estava passando cura para tudo naquele líquido. Coincidência ou não, Alice nunca resfriou, gripou ou teve algo parecido. De doencinhas ao longo de seus quase 12 meses, teve infecção urinária, vômitos aos 5 e aos 11 meses e 1 dia de diarréia. Como eu li que bebês, inclusive os amamentados exclusivamente, podem ter até 10 resfriados no primeiro ano de vida, esperei por eles e me surpreendi que não teve nenhum!

- Dessas doenças, eu e o pai dela pegamos uma forte gripe e ela nada. Sarei rápido, logo eu que gripava umas 3 vezes por ano. Coincidência ou não, mudamos a alimentação desde gravidez. Claro, não somos radicais - se tiver sorvete e chocolate aí, pode trazer que como um tanto bom -, mas por conta da Alice, aprendi a valorizar cebola e alho, redução do sal, do açúcar e deixei de beber refrigerante. Acredito que parte do sucesso com amamentação e saúde da família foi fruto de hoooooooooras na cozinha fazendo nossa própria comida. Bronquite? Bronquiolite? Pneumonia?  Nunca passaram perto, desde que vi um vídeo com umas mulheres naturebas dando o seguinte recado: "pense 2 vezes antes de culpar clima, germes e vírus quando seu filho, que consome açúcar e industrializados estiver doente". Ah! E olha, nunca na vida foi tão fácil emagrecer sem precisar me enfiar numa academia ou comer coisas diet.

- Cama compartilhada e berço ao lado da minha cama me descansaram daquela coisa de ter que levantar de noite e me trouxeram cura de angústias. Tem bebês que dormem a noite toda sozinhos, desde pequenino. Alice não é desses. Ela é desses que geralmente acorda de 2 em 2 horas desde sempre hahahaha. Então só esticar o braço pra ninar ou pra pegar e amamentar é muito bom. Me deixou mais feliz. E quando ela vomitou e engasgou, bem pequenininha, sem ainda conseguir se virar, eu ouvi na mesma hora, pois ela estava do meu lado. Durante o dia, dorme no quarto dela, mas a noite é minha e eu faço questão porque eu gosto e me sinto segura.

- A TELEVISÃO. Sou dessas contra. No que eu puder fazer para evitar que Alice fique na frente da TV para se distrair, eu farei. Já fiquei exausta, já cheguei a ligar, já delirei com TV, mas o problema é o seguinte: Bebês cansam a gente e como uma amiga (Mari dos States) comentou, a gente apela pra TV, but TV não acrescenta na-da. Mas cuidar da casa, roupa e comida é o que cansa mais e a gente confunde achando que é o bebê o "problema". Então, com muito custo e muita força de vontade, lutei contra a preguiça que tomava conta de mim e passei a deixar Alice passear na grama, terra, praça, e se sujar. Tirar a televisão emagrece mãe também, sabia? No lugar dela, tem mãe inventando brincadeira de dançar, de cavalinho, de engatinhar junto, de sentar e levantar e levar pra passear. Sem falar que desenvolve bastante a criatividade materna e paterna, pois é preciso inventar a cada 5 ou 10 minutos algo novo. Alice tem se desenvolvido muito bem e sua imunidade, espero eu, deve estar altíssima com tantas folhas e terras comidas hahahahaha oh, céus!

- Quarentena que durou uns 7 meses. Assunto íííntimoooooooooooooo. Mas nem sou dessas cheia de tabu, e como sei que muitas mães PRECISAM ver que não estão sozinhas, vou falar uma coisa: se já tem aí uns 8 meses que você não sente nenhumazinha vontade de transar, amiga, aproveite! Não se preocupe, não compre coisas no sex-shop, não faça curso de massagem erótica e não se culpe se tem vontade de fugir do marido quando parece que ele tá querendo algo além de um abracim. Os frutos que colhi foram: entender meu corpo, conhecer melhor o companheiro que acima de tudo me respeitou e muito, descobrir que calma é sinônimo de qualidade, que a gente reaprende muito e começa a se conhecer de uma outra maneira e que de repente, quando volta um desejo, somos muito mais maduras e tudo fica bem melhor. O meu relacionamento ficou bem melhor, porque vi que tinha um amigo calmo, cúmplice e pai paciente ao meu lado.

- A calma. Mesmo em meio a febre alta e vômitos, manter a calma, contar até 26 e tentar ouvir meu interior. Muitas vezes internamos nossos filhos sem real necessidade, trazemos mais infecções e aumentamos problemas. Sim, já levei correndo pra hospital e já liguei de madrugada pra pediatra. Mas vi que se eu tivesse só dado o peito, teria sido bem menos estressante. E, como a doida-do-peito-sagrado-curador, tudo que Alice tem, boto no peito e resolve. Vai entender.

As pragas:

- Ficar pesquisando receitas saudáveis e errar, porque eu nunca tinha cozinhado na vida, não é tão legal. Lutar para não cair no industrializado é difícil. Então tive grandes momentos frustrantes, de estresse e de ódio e muita comida jogada fora e perdida na geladeira. Por mais que lute contra jogar comida fora, há sempre comida para jogar fora.

- Deixar de fazer algum programa ou não poder participar de uma conversa por causa da amamentação ou porque tenho que ficar correndo atrás da Alice às vezes é ruim, pois sinto saudades de sentar e papear sem mais nada pra pensar. Então fica uma praguinha na cabeça martelando coisas ruins. Mas não deixo tomar conta porque sei algo muito bem: vai passar e vai valer a pena.

- A criatividade esgota, o bebê cansa, fica enjoado, a gente não sabe mais o que fazer, é choro, é gritinhos e é aquele pensamento: será que tô fazendo tudo errado? Será que estou sendo injusta em não querer ficar aqui sentada para brincar com ela? Será que tenho o direito em querer sair ou ainda não é a hora? E a indecisão toma conta e o baixo astral pega de jeito e a gente desiste de ter mais filhos e chega a desejar para que cresça logo e "eu volte a ter muito tempo pra mim". Então o bebê dorme, é algo lindo de admirar, tudo passa, você sente culpa atrás de culpa e promete melhorar depois que o bebê acordar. O bebê acorda lindo, sorridente, fofo demais, você vê que é a melhor coisa, passa uns minutinhos amassando a cria, vai trocar a fralda e começa uma gritaria e começa tudo de novo: onde tô errando? Não quero mais filhos. Não tenho tempo pra mim,... hahuahuahuhaahahahahah ô pragaaaaaaaaaaaaaaaaaaa essa bipolaridade!


Há muitos frutos e muitas pragas. Todo dia, toda hora. Mas esses que pontuei foram os mais marcantes para mim, porque envolvem questões pessoais, promessas de mim para mim. Sei bem o quanto é difícil cuidar sozinha de tudo e entendo perfeitamente quem recorre à televisão. Ou quem recorre a uma adoçada na comida só pra ver o bebê comer tudo e ganhar peso, pois a pressão é grande. Porém, eu não quero isso em minha família e ao mesmo tempo nunca direi nunca. Cada uma é cada uma. Tô aqui, com esse post, para mostrar que é possível certos sacrifícios durante 1 ano e que valem a pena. Espero que ninguém jogue praga e que a Alice não pegue o maior resfriado do ano, que fique internada e que passe 3 horas vendo Galinha Pintadinha.

Grande parte dessas conquistas foram graças ao meu esforço a ao apoio de toda a família. Ser mãe sozinha não dá certo, pelo menos pra mim. Ajuda é a melhor coisa que existe e quando preciso mesmo, eu aceito.

Espero que um dia, daqui muitos anos, eu releia isso tudo, todo esse blog cheio de desabafos, de erros, de acertos, relatos de privações, relatos de novas liberdades e veja que tudo realmente valeu a pena.


Dizem que vale.









sábado, 2 de agosto de 2014

11 meses, 11 meses, 11 meses

                                                           Alice em seu escritório


GENTE! Nossa.... ela completou 11 meses! Olhaí onde chegamos.
Esse décimo mês dela foi bastante nostálgico. Cheio de lembranças dela recém nascida. Fotos, vídeos, toda hora a gente tava vendo algo, relembrando coisas....

E nisso, Alice:
- Aprendeu a tirar e colocar coisas dentro de outras.
- Ficou em pé sozinha por alguns segundos algumas vezes.
- Teve umas crises tipo de TPM. Começou a ficar brava, protestar, fazer broncas com birrinhas e choros...
- Gengiva de cima rasgou com 2 dentinhos prontos para crescer. E agora um saiu pela metade, resultando uma neném de 3 dentes.
- Não gosta mais que as pessoas vão embora. Tem vez que eu só fecho a porta e ela parece achar que alguém foi embora e faz chorinhos.
- Quer abrir as portas, inclusive colocar chave na fechadura.
- Ranca meias e sapatos e começa a tentar colocar. Chega a ficar brava e apelar.
- Adora dançar e cantar em sua linguagem.
- Continua a falar "ô" de "alô", sempre pondo algo na orelha e "mamamá" "mamamã" pra mamar. E várias sílabas durante o dia.
- Acorda muuuuuuuuuuuito de noite, incomodada. Vai pro peito e dorme na hora.
- Algumas noites tivemos que sair com ela de carrinho pelo quarteirão pra ela dormir.
- Só quer comer com as mãos. Começou querendo pegar a colherzinha, agora é só com as próprias mãos. Se oferecemos, vira a cara. Tem vez que aceita de outras pessoas, desde que não seja eu, a comida via colherzinha.
- Só quer comer se for algo mais seco e durinho. Mamão que ela amava, põe na boca e cospe ao sentir a textura.
- DETESTA qualquer tipo de cadeirinha que fique no carro. Não é fã, de maneira nenhuma, de passear de carro.
- Continua batendo palmas, dando tchau, apontando pra tudo quanto é coisa e dizendo "ó".
- Começou a tentar morder. Geralmente depois de ganhar beijos.
- Agora para cortar sua unha, é preciso muito teatro.
- Desde os 5 meses a troca de fraldas tem sido difícil, mas agora é tipo guerra.
- Esperneia pra ir pro chão e sair engatinhando.
- É louca com o escritório aqui de casa. Sabe que não pode entrar, pois é cheio de fios e tem o computador, então protesta para poder entrar.
- Gosta de andar com a gente segurando suas mãozinhas.
- Está tendo uma risadinha diferente.
- No finalzinho do décimo mês tem gostado de uma bonequinha, com direito a sorrisos e abraços na boneca.
- Está bem carinhosa.
- Tantas mudanças.... desenvolveu muito rápido.


E aí a vida tá indo, ela aqui no nosso ritmo e a gente no dela. Tivemos momentos bem cansados, porque às vezes é difícil entender tantas mudanças e não conseguimos compreender o que acontece com nossos bebês. Percebi que Alice ficava bem nervosa dentro de casa e comecei a passar umas tardes na minha avó e o estresse dela sumiu 100%. Novos espaços para explorar, plantas, passarinhos e ela voltou a ficar em paz. Eu e o pai dela estávamos bem cansados dos gritos e aí muda um detalhe e tudo melhora.
Não sei, mas acho que não existe nada intenso como a maternidade/paternidade. É aí que a vida começa MESMO. É aí que começamos a deixar de lado o egoísmo que a gente nem sabia existir dentro do nosso peito. É muito estranho, não sei nem explicar. Agora rumo aos 12 meses!





Feijão com orégano e azeite. 



Flagra: Acordou e ficou brincando. 



quinta-feira, 17 de julho de 2014

Mãe e filho: uma ligação mais forte do que pensamos

Eles são nosso reflexo. Somos o reflexo deles. Uma bola de neve.
Ausência, cansaço, doença. A mãe cai de cama para não ver seu filho doente.
O filho cai de cama ao ver sua mãe ausente. Doces. Doces servem para acolher. Doces substituem o contato. Mais balinha, mais balinha, mais balinha. Nunca é o suficiente.
Mistura de situações. Um lar para arrumar. Um filho para olhar. Um marido a trabalhar. A mãe que trabalha fora, o filho que aprende com outros, com a TV. O filho adoece e a mãe fica em prantos.
Alguém, por favor, abrace esta mãe?
Tudo é uma bagunça, a pobre mulher já não sabe mais por onde começar. Cozinhar, lavar, passar?
Então o bebê vira o reflexo do desespero. Alguém abrace esta mãe e lhe faça companhia, por favor.
Uma bola de neve.

Ela se sente sozinha, resolve mil problemas por telefone, na frente de um computador. Uma mensagem no celular diz que a filha arde em febre. Tosse. Nariz escorrendo. A filha pede pela mãe. A mãe pede pela filha.
O bebê grita. O bebê morde. A criança cai de cama.

Sintonia. Desespero. Tempo.
É preciso um tempo. É preciso oportunidade para colocar tudo no lugar.
Desligue. Desligue o computador. Desligue a televisão.
O bebê quer se conectar. O serviço doméstico não tem fim. É mais difícil do que imaginado. Solidão.
Solidão da mãe, desespero do bebê. Nariz escorrendo.

A mãe que falar, talvez gritar. O filho tem a garganta inflamada.
A mãe quer ser livre, a mãe quer suspirar. O filho tem pulmões chiando.
A mãe quer que alguém a ouça, a acolha, a veja. A criança está com dor de ouvido.

A ligação é forte, mais do que podemos imaginar.
São tantas cobranças. Mães se cobram tanto.
Mães precisam de outras mães. Precisam de aconchego, assim como sua cria.
Um carinho. Uma ajuda. Um tempo. Uma pausa.
Tudo parece bem, mas nem tudo está tão bem.

A mãe esconde, às vezes de si mesma, mas o filho põe pra fora.
O corpo fala. Mãe e filho são um só. Forte ligação. Conexão.
Bola de neve. Mãe perde forças, o bebê a acolhe com um sorriso.
Mãe perde forças, a cria mostra que é preciso pausa e adoece.
Bola de neve. Tudo se acumula.

Que todas as mães tenham ao lado um companheiro para abraçá-la.
Uma mãe para acalmá-la.
Uma amiga para escutá-la.

Que todas as mães consigam apoio para ganharem forças. E que busquem este apoio. Que não se entregue ao declínio. Que mude o que atrapalha. Que tenha coragem.

Uma mãe amparada, um filho que sorri sem dor.

Imagem daqui. Seja como for nossa situação, nossa realidade, nosso modo de ser,
somos mães e todas merecemos condições respeitosas para conseguirmos nos doar com sanidade
e equilíbrio. Se não encontramos apoio, nem respeito, cabe apenas a nós mesmas, mais ninguém, mudar
a situação. Força para todas nós!